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Ele pediu para ser bloqueado. O aplicativo ofereceu uma pausa.

Saturday, October 3, 2026

Kalshi, a Fast-Growing Prediction Market, Raises New Funds - The New York  Times

The New York Times · https://www.nytimes.com/2025/10/10/business/dealbook/kalshi-prediction-market-fundraising.html

Falido, Thomas se excluiu das casas de apostas. Um bônus de 20 dólares num app novo custou 25 mil. Jesus tem uma palavra para quem vende, e outra para ele.

É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm!

Lucas 17:1

Em 2 de outubro, a NPR contou a história de Thomas, um homem de 35 anos que trabalha no setor financeiro na Pensilvânia. Ele mora na casa onde cresceu, com a avó e a mãe, que é caixa de supermercado. Há pouco tempo, teve de pedir dinheiro emprestado às duas para pagar uma semana de comida e a parcela do seguro do carro. "É difícil pedir dinheiro emprestado, porque gastei tudo o que tenho no Kalshi", disse ele.

As apostas esportivas o deixaram com cerca de 75 mil dólares em dívidas e falido no fim de 2023, então ele se excluiu do DraftKings e do FanDuel. Dois anos depois, um anúncio no Instagram ofereceu um bônus de 20 dólares para quem apostasse os primeiros 10 no Kalshi. É um mercado de previsões supervisionado por autoridades federais, por isso as listas de autoexclusão dos estados não chegam até ele. "Apostar 10 dólares virou umas centenas, e isso virou mais umas centenas, depois milhares", contou. Ele perdeu mais de 25 mil dólares.

O empréstimo da família o envergonhou a ponto de ele querer sair. Abriu o chat do aplicativo e escreveu: "Pedi a um atendente que encerrasse minha conta. Sou viciado em jogo e estou autoexcluído das plataformas de apostas reguladas há anos." A resposta automática disse que a autoexclusão foi "feita para ser irreversível" e lhe ofereceu, em vez disso, uma "pausa nas negociações". Ele mandou mais três pedidos por e-mail antes que o Kalshi o bloqueasse.

Jesus disse aos discípulos que os escândalos, as ocasiões de tropeço, sempre virão, e então desviou o olhar de quem cai para aquele por meio de quem o tropeço vem.

No versículo 2 ele acrescenta que seria melhor para essa pessoa ser lançada ao mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. É a essa acusação que o Kalshi responde quando sua porta-voz, Dani Lever, chama Thomas de "um caso escolhido a dedo" e diz que os "lucros da empresa não estão ligados às perdas dos operadores". O ai de Lucas cai sobre quem trouxe o tropeço, seja qual for o modelo de negócio, e para Thomas ele veio por um anúncio com dinheiro na isca. Um portão mais seguro também era possível. Em 30 de setembro, o Polymarket, principal concorrente do Kalshi, passou a permitir que os usuários se bloqueiem por um ano ou para sempre.

O mesmo discurso curto também não livra Thomas. Nos versículos 3 e 4, Jesus fala do irmão que peca, e o pecado continua sendo dele. O caminho de volta também é dele: se pecar sete vezes num dia e voltar todas as vezes dizendo que está arrependido, deve ser perdoado. Thomas soa como esse irmão quando admite que gastou tudo o que tinha e quando pede quatro vezes para ser bloqueado. Ele pediu com palavras simples, e uma máquina respondeu com um menu. O texto cobra de quem cai e deixa a porta aberta para a sua volta. A palavra mais dura fica para quem pôs um bônus de 20 dólares diante de um homem que já tinha se cercado.

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