Jonas 2:6

Eu desci até os fundamentos das montanhas. A terra me trancou para sempre; contudo, tu fizeste a minha vida subir da cova, SENHOR meu Deus.

BPM

Eu desci até aos fundamentos dos montes: os ferrolhos da terra me encerrariam para sempre; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus.

Almeida 1911

O que Jonas 2:6 significa

Do fundo do mar, afundando para além das raízes dos montes enquanto as portas da terra se fecham atrás dele para sempre, Jonas é de repente levantado com vida. É um grito de resgate vindo de um lugar que parecia o fim.

Jonas 2:6 nasce de uma oração feita na capela mais estranha que existe: o ventre do grande peixe. Depois de fugir de Deus e ser lançado ao mar, Jonas reza um salmo de gratidão ainda dentro do animal, olhando para trás e vendo o quanto tinha afundado. Ele descreve o afogamento em detalhes, a água por cima da cabeça, as algas enroladas no rosto, até chegar à virada em que é puxado de volta para cima.

A linguagem vem direto dos salmos dos que estão morrendo. "Os fundamentos dos montes" e "os ferrolhos da terra" desenham o antigo mundo de baixo, o Seol, a cova, cujas portas eram imaginadas se fechando de vez sobre os mortos. Jonas não está apenas debaixo d'água. Ele fala de si mesmo como quem já está enterrado, passado o ponto de retorno, trancado "para sempre."

Duas palavras hebraicas carregam o peso. A cova é shachat, um termo para a sepultura e para a corrupção em si. E le'olam, "para sempre," é a porta que parece se fechar de forma definitiva. Então chega a dobradiça, aquela pequena palavra traduzida como "mas" ou "porém," e tudo se inverte: Deus faz a vida dele subir daquela cova.

O versículo sustenta uma esperança teimosa. Diz que o resgate pode alcançar mais fundo que o lugar mais baixo aonde alguém desce, e que o que parece final talvez não seja. Mesmo do fundo do mar existe um caminho de volta.

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