Versículo do Dia — Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Lucas 13:4

Lucas 13:4. O Versículo do Dia, Terça-feira, 20 de outubro de 2026, com uma breve reflexão.

Cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?

Lucas 13:4

O que este versículo significa

Jesus lembra dezoito pessoas mortas quando uma torre caiu em Siloé e diz que elas não eram mais culpadas do que qualquer outro morador de Jerusalém, então uma morte repentina não é sinal de castigo de Deus sobre quem morre, e todos os que o ouvem precisam se voltar para Deus.

Jesus está a caminho de Jerusalém, ensinando as multidões pelo caminho, e algumas pessoas trazem uma notícia para ele. Pilatos, o governador romano, tinha matado alguns galileus enquanto eles ofereciam sacrifícios, de modo que o sangue deles se misturou ao sangue dos animais. Era uma história chocante, e quem a contou parece esperar que Jesus diga alguma coisa sobre o porquê daquilo.

Na época, muita gente achava que, quando algo terrível acontecia com alguém, era porque aquela pessoa tinha feito algo terrível. Jesus enfrenta essa ideia diretamente. Ele pergunta se aqueles galileus eram mais pecadores do que os outros galileus por terem sofrido daquele jeito, e responde que não. Depois acrescenta um aviso: se vocês não se arrependerem, todos vocês também vão perecer.

No versículo 4 ele traz uma segunda história, que os ouvintes conheciam. Uma torre em Siloé, um bairro na parte sul de Jerusalém, perto de um tanque bem conhecido, tinha desabado e matado dezoito pessoas. Ninguém os atacou. Foi um acidente, o tipo de coisa que simplesmente acontece, e Jesus faz a mesma pergunta de novo: aqueles dezoito eram mais culpados do que todos os outros que moravam em Jerusalém?

A palavra traduzida como "culpados" ou "pecadores" aqui quer dizer, ao pé da letra, "devedores", pessoas que devem algo que ainda não pagaram. Era um jeito comum de falar do pecado, como uma dívida com Deus, e isso deixa a pergunta mais afiada. Jesus está perguntando se aqueles dezoito deviam mais a Deus do que o resto da cidade, e a resposta dele é que não.

Assim, as duas histórias cobrem os dois tipos de tragédia, uma causada por um governante cruel e outra por um prédio que caiu, e nos dois casos Jesus se recusa a ler o desastre como uma sentença contra as pessoas atingidas. O que ele faz é virar a pergunta para quem está ouvindo. A questão verdadeira é onde cada um deles está diante de Deus, já que todos na multidão têm a mesma dívida.

Logo depois, Jesus conta uma pequena parábola sobre uma figueira que passou três anos sem dar fruto. O dono quer cortá-la, mas o jardineiro pede mais um ano para cuidar dela. Essa história mostra o outro lado do aviso: ainda há tempo, e esse tempo existe para ser aproveitado.