POWER

Os Mandamentos nas salas do Texas omitem os escravos que Deus libertou

Tuesday, October 6, 2026

Texas could join Louisiana with a law to require the Ten Commandments in  classrooms | KERA News

KERA News · https://www.keranews.org/news/2025-01-20/texas-could-join-louisiana-with-a-law-to-require-the-ten-commandments-in-classrooms

Um juiz mandou Galveston afixar os Dez Mandamentos até 11 de outubro. O texto do Estado para em "EU SOU o SENHOR teu Deus". No Sinai, a frase continuava.

Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

Êxodo 20:2

Três meses depois de sair do Egito, uma multidão que até pouco tempo fazia tijolos para o faraó está ao pé de um monte coberto de fumaça. Ainda há pouco, seus capatazes apanhavam quando as cotas do faraó não eram cumpridas. Então Deus fala. Antes de dar uma única ordem, ele diz quem é apontando para o que acabou de fazer: tirou aquela gente da casa da servidão. Assim, cada regra que vem depois parte de alguém que acaba de quebrar o governo mais forte da terra para libertar seus trabalhadores.

O procurador-geral Ken Paxton processou as escolas de Galveston com base na SB 10, uma lei estadual de 2025. Por isso, em 1º de outubro, o juiz Jeth Jones mandou que os Dez Mandamentos estivessem na parede de cada sala de aula até 11 de outubro. Cerca de 500 cartazes doados já estão prontos, cada um legível de qualquer ponto da sala. A lei fixa o texto, e ele começa assim: "EU SOU o SENHOR teu Deus. Não terás outros deuses diante de mim."

A frase para exatamente onde a do Sinai continua.

Essa abertura mais curta segue os cartazes protestantes com que muitos americanos cresceram, então o corte talvez não tenha sido intencional. A versão judaica, como observa a JTA, ainda começa com a linha do Egito. Mas esse trecho faz diferença. Sem ele, os mandamentos podem flutuar soltos como herança cultural, que é como Paxton os descreve: "uma pedra angular da herança moral e jurídica dos Estados Unidos". Com ele, os mandamentos vêm de um Deus cujo primeiro ato público foi tirar de um rei toda a mão de obra de uma nação.

Então, um Estado pode afixar a lei de Deus sem se colocar debaixo dela? A linha do Egito diz que não, e ela incomoda os dois lados. Os defensores da SB 10 insistem que "conselhos escolares não podem vetar nem ignorar leis de que não gostam", e o Sinai submete os legisladores à mesma regra. A rabina Mara Nathan, que pediu à Suprema Corte que derrube a lei, chama os mandamentos de "documentos religiosos". O trecho concorda com ela e ainda reivindica mais do que uma crença particular pode reivindicar, porque o seu Deus já enfrentou um rei.

Em Houston, o rabino Joshua Fixler conta que seus filhos "demonstraram muita ansiedade" com a ideia de ver essas palavras nas paredes da sala de aula. A história deles está justamente no trecho que o Estado deixou de fora. Os alunos de Galveston vão ler os cartazes de qualquer carteira. O que não vão aprender é por que esse Deus tem o direito de dar ordens: ele ouviu escravos e se levantou contra o Estado que era dono deles. Todo governo que pendura a lei dele nas próprias paredes pendurou ali também o seu juiz.

Sources