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Dezessete por cento de nós gostaria de ver o país carimbado com o nome de Deus. Jesus pegou uma moeda e devolveu algo mais brando, e muito mais difícil.
Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Marcos 12:17
No dia catorze de maio deste ano, uma pesquisa revelou que uns dezessete de cada cem de nós gostariam agora que o governo declarasse, com todas as letras, que este é um país cristão — alguns a mais do que pensavam assim dois anos atrás, e o número subindo justamente no momento em que a maioria de nós desconfia que a fé está saindo de mansinho pela porta dos fundos da vida americana. Coloque os dois fatos lado a lado e você quase consegue ouvir o que se esconde por baixo deles, que não é tanto arrogância quanto medo. Quando a gente se assusta com a ideia de que aquilo que ama está morrendo, sai à procura de alguma coisa que tenha um exército.
Houve uma manhã em que trouxeram a Jesus uma moeda para pegá-lo numa armadilha. Deem a César o que é de César, disse ele, e a Deus o que é de Deus — e os que ouviram ficaram maravilhados, que é uma palavra linda, porque quer dizer que ele escapou da cilada de um jeito que ninguém viu chegar. O rosto de César estava na moeda, então que César ficasse com ela. A outra coisa ele não entregaria. Ele não deixaria que o Reino de Deus fosse derretido e cunhado em moeda para um império, não se tornaria a espada sagrada que os assustados e os furiosos, então como agora, tanto ansiavam por brandir.
E aqui está a graça estranha de tudo isso. As pessoas que queriam ver seu país oficialmente feito de Deus não eram monstros. Estavam com saudade de casa — saudade de um Deus que vence do jeito que o mundo conta a vitória, com leis e tronos e o inimigo posto em fuga. Ele as amava demais para lhes dar o que pediam.
Uma fé que precisa do Estado para se apoiar esqueceu, por um instante, que nunca foi a moeda. Era aquilo que moeda nenhuma poderia comprar. Olhe o dinheiro na sua mão, e depois olhe a mão. Uma delas tem o rosto de César. A outra tem o rosto de outra pessoa.
Coisas lindas e terríveis vão acontecer com o seu país, do mesmo jeito que acontecem com todo país debaixo do céu. Não tenha medo. E não entregue a parte de você que nunca foi de César para carimbar.