930 WFMD · https://www.wfmd.com/2026/09/22/granddaughter-says-grandma-rejected-maid-before-lethal-procedure-i-dont-want-the-death-shot/
De olhos fechados e calada, uma mulher de 83 anos recebeu a morte assistida, diz a família. A polícia investiga. Um conselho materno ao rei pergunta quem falou por ela.
Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.
Provérbios 31:8-9
Na manhã de 10 de julho, Brigitte Stegemann estava deitada numa cama do The Pearl, uma casa de repouso em Cannifton, Ontário. Tinha os olhos fechados e as mãos unidas do jeito que as juntava para rezar. Ela tinha 83 anos, câncer de estômago, era gravemente surda e falava inglês como segunda língua. A neta, Brigitte Kranendonk, estava no quarto para a morte medicamente assistida da avó. "Minha Oma não se mexe", contou ela depois. "Ela não abre os olhos. Não acena com a cabeça. Não diz nada, e o médico simplesmente disse: 'Tudo bem, então vou prosseguir.'" Em dez minutos a avó estava morta.
Esse é o relato da família, que veio a público em 20 de setembro, e nada dele foi verificado de forma independente. Os profissionais de saúde e a casa de repouso não se pronunciaram publicamente, e os envolvidos afirmariam que ela consentiu legalmente. Em 21 de setembro, a polícia de Belleville confirmou que o caso está aberto na sua Divisão de Investigações Criminais. Segundo Kranendonk, a avó primeiro recusou a morte assistida por causa da fé cristã e depois concordou. Dois dias antes do procedimento, perguntada se sabia que morreria na sexta-feira, a avó chorou por 45 minutos: "Cometi um erro."
Leis como a do Canadá são escritas para pessoas como Deb Robertson, de 68 anos, cuja campanha virou a "lei de Deb" em Illinois, em setembro. "Acredito que as pessoas têm o direito de deixar esta Terra com dignidade e nos seus próprios termos", disse ela à AP naquela mesma semana. As salvaguardas dessas leis existem para proteger o sim dela e o não de outra pessoa. O Canadá normalmente exige consentimento claro logo antes do procedimento. Há uma dispensa para pacientes que perdem a capacidade de decidir, mas ela deixa de valer quando o paciente demonstra recusa "por palavras, sons ou gestos". Ninguém informou se houve algum sinal assim neste caso. De todo modo, a salvaguarda depende de alguém à beira do leito decidir o que um silêncio quer dizer.
Provérbios 31 começa com conselhos que uma mãe deu ao filho, o rei Lemuel, e o versículo de hoje é a resposta dela à pergunta sobre para que serve o poder dele.
Ela não é dura diante do sofrimento. Nos versículos 6 e 7, manda o filho dar bebida forte a quem está perecendo, para que o moribundo esqueça a sua miséria. O que ela não admite é uma cabeça turva no trono, porque o rei que bebe esquece a lei e perverte a justiça devida aos aflitos (versículo 5). Por isso o trabalho de falar cabe a quem pode falar, nunca a quem não pode.
Mãos postas podem querer dizer sim. Também podem querer dizer estou com medo, ou não ouvi, ou estou rezando. Kranendonk levou desde então o caso da avó ao médico-legista, à ouvidoria dos pacientes e à polícia, e a investigação vai determinar o que aconteceu naquele quarto. A mãe de Lemuel ainda diria de quem era a tarefa de interpretá-las. Cabia a quem tinha o poder de prosseguir, e significava ficar atento a um não antes de seguir adiante.
Sources
Ontario family alleges MAID against woman's wishes
IBTimes UK
'She did not consent': Police investigate Ontario grandmother's MAiD death
The Counter Signal
Grandma allegedly euthanized against her will
New York Post
Canadian family alleges 83-year-old grandmother was euthanised against her wishes
Catholic Herald
She lived to see Deb's law take effect. Now she can choose how she dies
AP via WTTW
