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A vacina contra o câncer funcionou. Tony não sabe se tomou.

Thursday, October 29, 2026

Promising New Results for Melanoma mRNA Vaccine | Memorial Sloan Kettering  Cancer Center

Memorial Sloan Kettering Cancer Center · https://www.mskcc.org/news/promising-results-for-melanoma-mrna-vaccine

Uma vacina de mRNA personalizada reduziu em 42% o risco de o melanoma voltar. A prova exigiu 380 pessoas no placebo, e Tony, 75, não sabe qual recebeu.

cada um de vocês não buscando apenas os seus próprios interesses, mas cada um de vocês também os interesses dos outros.

Filipenses 2:4

Em 24 de outubro, médicos em Madri apresentaram os resultados completos de um estudo de vacina contra o câncer que Tony Chapman, 75 anos, de Corby, no condado inglês de Northamptonshire, ajudou a tornar possível. A vacina funciona, e Tony ainda não sabe se a recebeu. O melanoma dele foi descoberto em 2019 e voltou debaixo do braço, o que significou uma segunda cirurgia. Depois disso, ele se ofereceu para testar uma injeção feita a partir do tumor de cada paciente. Três anos depois, está livre do câncer e faz um exame a cada seis meses.

A Merck e a Moderna recrutaram 1.137 pessoas que tinham retirado um melanoma de alto risco. Todas receberam Keytruda, o remédio imunológico padrão, e 757 receberam também uma injeção de mRNA com até 34 mutações do próprio câncer, enquanto 380 receberam um placebo. Depois de dois anos, 82,2% do grupo da vacina estavam livres do câncer, contra 70% dos demais, uma queda de 42% no risco de volta da doença ou de morte. A revista Nature escreveu que uma redução desse tamanho deixaria muitos pesquisadores "nas nuvens". Ainda assim, é um único tipo de câncer e dois anos de acompanhamento, e não há aprovação por enquanto.

As manchetes falam dos 757, mas a prova pertence aos 380. Sem eles, ninguém poderia dizer que a injeção de verdade fez alguma coisa, então aqueles 70% são o número deles. Cada voluntário assinou sabendo que tinha uma chance em três de não receber vacina nenhuma. Tony explicou seu motivo com franqueza: "Isso me pareceu um ótimo exemplo de fazer a ciência avançar e, ao mesmo tempo, ter algum benefício para você mesmo. Então, o que há a perder?" Beth Ryzyk, 59 anos, de Westchester, em Nova York, disse que foi "um privilégio ter a oportunidade de participar, tendo recebido o tratamento extra ou não".

Paulo, escrevendo da prisão para uma pequena igreja que ele amava, dava como certa a metade interessada do motivo de Tony.

Ele pedia aos filipenses que parassem de competir entre si, e a palavra que sustenta o pedido é também. A própria vida continua à vista, enquanto a de outra pessoa entra ao lado dela. Esse é o formato da frase de Tony, e também deste estudo, em que todos os participantes já tinham melanoma e traziam o próprio interesse de fábrica. Mesmo assim, ninguém conseguiria uma resposta como essa só para si.

A cada seis meses, Tony volta para o exame sem saber qual injeção faz parte da sua história. De um jeito ou de outro, ele fez parte da prova. Se essa vacina chegar aos consultórios, quem a receber vai dever isso a voluntários que assinaram por dois motivos: a própria vida e a de um desconhecido.

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