Um número recorde de adultos se batizou na França nesta Páscoa. A maioria aponta o mesmo ponto: uma doença, uma morte, um tempo em que a vida desabou.
Venham! Voltemos ao SENHOR; pois ele nos despedaçou, e ele nos curará.
Oseias 6:1
O Papa Leão XIV chega à França em 25 de setembro, e os números que o esperam são do tipo que ninguém previa em um dos países mais laicos da Europa. Nesta Páscoa, 13.234 adultos foram batizados na Igreja Católica por lá, um aumento de 28 por cento em um único ano. Os batismos de adultos mais do que triplicaram desde 2016. O maior grupo entre os recém-batizados, mais de quatro em cada dez, tinha entre 18 e 25 anos.
Parece um avivamento. Então a própria pesquisa dos bispos complica a manchete.
Quando a Igreja francesa perguntou a 1.450 desses convertidos o que os levou à fé, a resposta mais comum não tinha nada a ver com um livro ou um argumento engenhoso. Foi um tempo difícil. Cerca de 40 por cento apontaram o início de sua busca para uma doença ou uma morte, algum período em que a vida desabou e os deixou procurando sentido em meio aos destroços.
Essa é uma gramática antiga. O antigo chamado de Oseias para voltar, aquela frase sobre ser despedaçado e depois curado, foi dirigido a um povo já do outro lado do juízo. A virada veio depois da ferida, nunca antes dela. Ele não estava prometendo que Deus quebra as pessoas de propósito. Estava descrevendo como as pessoas de fato voltam.
Elas voltam quebradas.
O Salmo 34:18 diz que "o SENHOR está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido".
Nada disso torna o sofrimento algo bom. A doença continuou sendo uma doença. O luto continua sendo luto. O que os dados registram em silêncio é apenas que a dor tem o jeito de reabrir uma pergunta que uma vida confortável mantém fechada.
Um país pode parecer completamente pós-religioso na superfície enquanto, por baixo, o luto continua levando as pessoas a procurar.