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Quarenta de 86 alunos de economia de Brown em um curso sobre justiça trapacearam usando IA. Uma reflexão sobre saber o que é certo e escolher outra coisa mesmo assim.
Não faço o que quero fazer, mas o que odeio, isso faço.
Romanos 7:15-19
Trapacearam. A ferida é o que deveriam ter aprendido. Este curso ensina economia do bem-estar, teoria da escolha social, a matemática da justiça. Esses alunos se sentaram para estudar as condições que fazem um sistema ser justo. Aprenderam sobre restrições e incentivos. Aprenderam como pensar sobre o que é certo. Depois violaram tudo o que aprenderam no momento em que importava.
Quando o professor anunciou que a prova final seria presencial, quase um terço da turma desistiu. Os alunos restantes fizeram a prova final e tiveram uma média de 48%. Os alunos sabiam. Sabiam o que tinham feito. Sabiam a diferença entre entender a justiça e vivê-la.
Paulo conhecia esse sentimento. Ele o diz claramente: "Não faço o que quero fazer, mas o que odeio, isso faço." Ele confessa algo mais profundo que ignorância: uma prestação de contas. O conhecimento está lá. O desejo de fazer bem está lá. E ainda assim ele faz o oposto.
A fraqueza moral está embutida. Mas este ensaio vai mais fundo. É sobre a lacuna entre ver o que é certo e fazer. Os fariseus na época de Jesus conheciam a lei. A estudaram. A ensinaram. Podiam recitá-la. Jesus disse que eram como sepulcros — belos por fora, cheios de ossos mortos por dentro. Sabiam como a justiça se parecia e escolheram assim mesmo.
Os alunos de Brown sabiam. Essa é a parte mais difícil de digerir.
O conhecimento não vai consertar isso. Nenhum curso o corrige. Um código mais rigoroso apenas desloca a mentira. Paulo conhecia a lei. A conhecia melhor que quase qualquer outra pessoa. O conhecimento não nos salva de nós mesmos. Apenas algo de fora de nós mesmos pode fazer isso.
